quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A revolução digital

Vive-se atualmente uma transição tão importante quanto a que o mundo assistiu com aquela desencadeada pela convergência do uso de tipos móveis e de papel barato (comparado com o custo do pergaminho) no processo de produção de livros, jornais, mapas e, por conseguinte, de conhecimento, quando da passagem do texto manuscrito para o impresso. Diferentemente daquela, entretanto, esta está sendo fartamente documentada. Aliás, o excesso de informação é uma de suas características. Todas as atividades relacionadas com a manipulação, a edição, o armazenamento, a distribuição e recuperação da informação, assim como todas as formas de trabalho que lidem diretamente com dados textuais, simbólicos, numéricos, visuais e até mesmo auditivos, precisam agora adequar-se à forma digital.
A tecnologia é um catalisador de mudanças particularmente importantes e pungentes para as bibliotecas, uma vez que cria novas necessidades e altera velhos e sólidos paradigmas estabelecidos ao longo de muitos séculos. A decorrência maior desta transição é que a informação torna-se cada vez menos ligada ao objeto físico que a contém.
As mídias digitais estão substituindo o papel em uma variedade de aplicações e em uma velocidade vertiginosa. Ao mesmo tempo, criar, acessar, disponibilizar uma coleção virtual representa uma "coleção" de problemas. Este artigo pretende abordar alguns destes problemas, as razões pelas quais vale a pena enfrentá-los e algumas das conseqüências práticas e filosóficas que tal situação traz para os profissionais da informação. O assunto Bibliotecas Virtuais é vasto e complexo. O presente artigo pretende apenas contribuir para o debate existente e servir de veículo às minhas reflexões sobre o assunto.
Da mesma forma como a Revolução Industrial não eliminou a agricultura, mas a marginalizou de forma crescente como fonte de renda, trabalho e poder, a Revolução da Informação faz migrar o capital para a própria informação, sua distribuição e recuperação. A sociedade e a economia tornam-se, cada vez mais, information-based. O declínio acentuado dos custos de hardware e software e o crescimento extraordinário do acesso comercial auxiliam e aceleram esta transição." Ao subverter a economia de produção em massa, as novas tecnologias da informação estão diminuindo os custos da diversidade, tanto em produtos quanto pessoal, desmassificando nossas instituições e nossa cultura, bem como criando um novo potencial para a liberdade humana, uma vez que eliminam a necessidade do paradigma institucional central da vida moderna: a burocratização".


Por: Marta Gabriela

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